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história da APS

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história da APS 2017-09-21T13:55:22+00:00

Na sua ata estatutária, a Associação Portuguesa de Sociologia (APS) define-se como uma associação sem fins lucrativos, dotada de personalidade jurídica, constituída por tempo indeterminado, e que prossegue os seguintes objetivos:

O Professor João Ferreira de Almeida definiu na Sessão Comemorativa dos 20 anos da APS o surgimento da Associação nos seguintes termos:

“Nasceu a encorajar a internacionalização e o trabalho comparativo, condições necessárias da produção científica. Por isso se inscreveu desde logo na ISA -International Sociological Association – que por circunstância feliz era ao tempo presidida pelo Prof. Fernando Henrique Cardoso.

Nasceu com ilimitada ambição – que todos partilhávamos – de melhor conhecer a nossa sociedade, com todas as consequências positivas que esse melhor conhecimento traria. Sem prescindir da independência que é condição de vida de toda a produção científica, queríamos também que as políticas públicas aproveitassem as novas disponibilidades. Nesse plano houve imediatamente ecos positivos, de que é exemplo simbólico e decisivo a presença e o apoio, na fundação e logo no 1º Congresso, do Presidente da República, Doutor Mário Soares. E é necessário sublinhar e agradecer idêntico e continuado apoio do Senhor Presidente Jorge Sampaio.

Nasceu a encorajar a diversidade de perspetivas sobre os problemas, a diversidade de instrumentos teóricos e metodológicos que constitui o arsenal da disciplina. Tínhamos entendido bem o caráter pluriparadigmático da sociologia. Na prática, a relativa periferização do país e a sua pequena dimensão tornariam ridícula qualquer tentação de autossuficiência e até as nossas competências linguísticas diversificadas nos iam facilitando, para enfrentar as questões encontradas, a busca ativa de recursos e apoios onde eles pudessem ser encontrados nas várias tradições sociológicas internacionais.

Nasceu a encorajar a abertura pluri, inter e transdisciplinar. Se havia alguma tensão entre, por um lado, a necessidade de afirmar a disciplina conferindo-lhe identidade e visibilidade e, por outro, o desejo de praticar cumplicidades variadas com todos os campos científicos, a verdade, a meu ver, é que se foram conseguindo equilíbrios virtuosos entre os dois objetivos, e isso tanto no plano do ensino como no da investigação.

Nasceu, finalmente, a valorizar em simultâneo essas atividades de ensino e pesquisa e todas as outras atividades profissionais que a sociologia também informa. Se fosse necessário eleger um fator principal, mais saliente, para explicar a vitalidade duradoura e crescente da nossa Associação, eu escolheria provavelmente este. Foi possível assim recusar, desde o início, distinções entre o “puro” e o “impuro”, o primeiro como apanágio da Academia e o segundo caracterizando uma espécie de sociologia da 2ª divisão. Incipiente ainda nesses meados dos anos oitenta, a sociologia profissional na administração central e local, nas empresas, nas equipas de projeto, nas consultorias, ganhou rapidamente dimensão e importância pela capacidade de contribuir para a resolução informada de problemas múltiplos”. (J. Ferreira de Almeida, 2005).

História da APS, fundada em 1985

A Associação Portuguesa de Sociologia foi constituída por escritura lavrada no 12º Cartório Notarial de Lisboa a 9 de maio de 1985, com sede na Av. das Forças Armadas, Edifício ISCTE, Ala Sul, 1º andar (instalações do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), publicada no Diário da República de 7 de junho de 1985, III Série, Nº 130.

Foram outorgantes:

Maria Jesuína Carrilho Bernardo
João de Freitas Ferreira de Almeida
António Miguel de Morais Barreto
Adérito de Oliveira Sedas Nunes
José Fernando Madureira Pinto
Boaventura de Sousa Santos
António Teixeira Fernandes
Maria José de Sousa Dias Fernandez Stock
António Paulo Brandão Moniz de Jesus
Maria Teresa de Sousa Fernandes
Adriano Duarte Rodrigues
Maria de Lourdes Costa Lima dos Santos
Marinús Pires de Lima Soares
António Manuel Hipólito Firmino da Costa
Fernando Silva de Oliveira Baptista

Iniciando a sua existência com 30 sócios, as primeiras eleições vieram a realizar-se em janeiro de 1986 contando à data com 86 associados.

A 18 de dezembro de 1990 foi requerida, à Presidência do Conselho de Ministros, a concessão de declaração de Utilidade Pública, nos termos do Decreto-Lei nº 460/77 de 7 de novembro. A Associação Portuguesa de Sociologia foi reconhecida como Pessoa Coletiva de Utilidade Pública por despacho publicado no Diário da República, IIª série, nº 243 de 22 de outubro de 1991, tal como o atesta o Diploma de 23 de outubro de 1991.

Na Assembleia-geral de 13 de abril de 1992 foi aprovado o Código Deontológico da APS, elaborado pelos elementos da Secção do Campo Profissional e na sequência dos debates realizados durante o II Congresso Português de Sociologia.

Na Assembleia-geral de 2 de março de 1994 foi efetuada a revisão dos Estatutos, passando estes a ter nova redação. Nesta altura foi criado um novo órgão, o Conselho de Deontologia.

Na Assembleia-geral de 11 de janeiro de 2008 foi efetuada nova revisão dos Estatutos passando estes a ter a sua redação atual.

Retrospetiva sobre a composição da Direção

Desde a sua fundação, foram Presidentes da APS os seguintes colegas:

João de Freitas Ferreira de Almeida (1986-1990)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

José Fernando Madureira Pinto (1990-1994)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Ana Nunes de Almeida (1994-1998)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Carlos Fortuna (1998-2002)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Anália Cardoso Torres (2002-2006)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Luís Baptista (2006-2010)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Manuel Carlos Silva (2010-2012)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Ana Romão (2012-2014)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Ana Romão (2014-2016)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

João Teixeira Lopes (actual, 2016-2018)
(composição dos órgãos da APS durante este período)

Os Congressos de Sociologia

A APS organiza o Congresso Português de Sociologia em cada quatro anos, para além de Encontros Intercongressos, Seminários e Conferências. O Congresso é, sem qualquer dúvida, um acontecimento científico nacional da maior relevância, tendo obtido o alto Patrocínio do Presidente ou da Assembleia da República em sinal de público reconhecimento pela atividade dos sociólogos portugueses.

IX Congresso Português de Sociologia – Portugal: território de territórios, Faro, 2016 ( 620 participantes, 593 comunicações apresentadas).
VIII Congresso Português de Sociologia – 40 anos de democracia(s): progressos, contradições e prospetivas, Évora, 2014. O congresso passa de quadrianual para bianual (894 participantes, 497 comunicações apresentadas).
VII Congresso Português de Sociologia – Sociedade, Crises e Reconfigurações, Porto, 2012 (1046 participantes, 688 documentos apresentados)
VI Congresso Português de Sociologia – Mundos Sociais: Saberes e Práticas, Lisboa, 2008 (1188 participantes, cerca de 500 comunicações e 4 dezenas de posters)
Vº Congresso Português de Sociologia – Sociedades Contemporâneas: Reflexividade e Ação, Braga, 2004 (1234 participantes e 392 comunicações)
IVº Congresso Português de Sociologia – Sociedade Portuguesa – passados recentes / futuros próximos, Coimbra, 2000 (1060 participantes e 224 comunicações)
IIIº Congresso Português de Sociologia – Práticas e Processos da Mudança Social, Lisboa, 1996 (799 participantes e 192 comunicações)
IIº Congresso Português de Sociologia – Estruturas Sociais e Desenvolvimento, Lisboa, 1992 (766 participantes e 129 comunicações)
Iº Congresso Português de Sociologia – A Sociologia e a Sociedade Portuguesa na Viragem do Século, Lisboa, 1988 (cerca de 600 participantes e perto de 100 comunicações)
A APS no presente

A APS contribui para o conhecimento das sociedades contemporâneas, nomeadamente da sociedade portuguesa. Neste sentido, procura reforçar a cooperação interinstitucional, começando por informar e divulgar iniciativas dos departamentos, núcleos e centros de investigação presentes no País, estimula e divulga eventos científicos, publicita relatórios e sínteses de resultados de pesquisas, informa sobre o lançamentos de livros, atas e cd’s produzidos por investigadores a nível coletivo e individual.

Do mesmo modo, também tem vindo a promover a internacionalização da Sociologia portuguesa, envidando esforços no sentido de intensificar a cooperação em termos científicos a nível não só nacional, como internacional, nomeadamente na interface com a International Sociologiacal Association (ISA), a European Sociological Association (ESA) e a Rede de Associações Nacionais da Europa do Sul (ReSu): França, Itália e Espanha e Portugal.

A APS, como associação de cariz científico e profissional, considera fundamental a imbricação das atividades de investigação e de ensino de modo a alcançar níveis elevados de desempenho científico no País e de promoção de um ensino de qualidade, visando a manutenção da qualidade do exercício profissional daqueles que dispõem de um diploma em Sociologia. A par da vertente de investigação e em estreita interdependência com esta, a APS, por outro lado, tem contribuído, em articulação com os Departamentos de Sociologia, para valorizar e consolidar os percursos de formação em Sociologia em Portugal, nomeadamente face à dominante tecnocratização das sociedades contemporâneas e aos constrangimentos, assim como oportunidades do designado Processo de Bolonha.

As questões da profissão de sociólogo não podem deixar de constituir no presente, e porventura com uma força acrescida relativamente ao passado, um assunto da maior importância. Por isso, a Associação procura enquadrar diversas iniciativas sobre a Sociologia como ciência e profissão. O debate sobre estas matérias está, de resto à porta, e a APS convida todos os seus associados e a comunidade sociológica portuguesa em geral a nele participarem.

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