Nos dias 23 e 24 de setembro vai decorrer o 4º Fórum de Governação da Internet da Comunidade Lusófona, no Centro de Convenções de Talatona em Luanda, Angola.

Um espaço para o diálogo e debate sobre as múltiplas interações da língua portuguesa nos desenvolvimentos, usos e governação da Internet. Refletindo sobre os impactos e desafios para a diversidade linguística e cultural da lusofonia.

A construção da Internet apresenta enormes desafios. É condição primeira que esses novos espaços sejam democráticos, diversos, respeitem os direitos humanos e que sejam multilíngues. Trilhar um caminho de respeito às diferenças, de superação das desigualdades, de estímulo à múltipla participação, possibilitando o sonho de solidariedade orgânica ao que se comumente chama de Sociedade da Informação: promovendo desenvolvimento sustentável e inclusivo e trabalhando para que o próprio caminho seja melhor para todos.

Reconhecemos, também, o papel que a Internet tem para o progresso económico e social, especialmente dos países em desenvolvimento e dos países menos desenvolvidos, por ser uma fonte quase infinita de ferramentas capazes de auxiliar a busca e o alcance das Metas de Desenvolvimento Sustentável (Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas A/Res/70/1: “Transforming our world: the 2030 Agenda for Sustainable Development”).

Esta iniciativa foi no âmbito do IGF que reuniu países ligados pelo idioma, para além dos limites geográficos. Juntámo-nos neste grupo e convidámos outros a reunirem-se para articular e organizar o Fórum de Governação da Internet da Comunidade Lusófona, mantendo-nos como uma iniciativa multissetorial: organizações empresariais, organizações de defesa de direitos, organizações governamentais, agentes reguladores, formuladores de políticas públicas, comunidade técnica, académicos e cientistas, consumidores e utilizadores em geral da Internet em Língua Portuguesa. Todos, em pé de igualdade, envolvidos no diálogo sobre as interfaces étnico-culturais e técnico-instrumentais de uma Internet que fala Língua Portuguesa.

Com o intuito de difundir, aprofundar e qualificar a prática do multissetorialismo buscamos incentivar representantes dos diversos setores e países a acompanharem e opinarem, partilharem particularidades e construírem entendimentos comuns, sobre questões e soluções para a consolidação e expansão de uma Internet diversa, universal, inovadora, que expresse os princípios da liberdade, da privacidade e dos direitos humanos nos países Lusófonos. E, principalmente, a trabalharem em prol da coordenação de esforços individuais da comunidade política de cada um desses países em sua inserção no âmbito do IGF global.

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