[ Informação da organização do evento ]

II Conferência “Mulheres Mundos do Trabalho e Cidadania – Outros Olhares, Diferentes Perspetivas”
(23 e 25 de outubro – Lisboa, Biblioteca Municipal de Alcântara)

A conferência terá lugar em Lisboa, na Biblioteca Municipal de Alcântara – José Dias Coelho, situada no bairro de Alcântara, sendo organizada pelo DINÂMIA’CET-ISCTE, centro de investigação do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, em parceria com o HTC-NOVAFCSH/CFE-UC, bem como com dois centros de investigação brasileiros, o NEST, da Universidade Federal de Goiás, e o GPEDCD da Universidade Federal de Alagoas.

A Conferência será gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória.

No website do evento, que pode ser acedido em https://confmulheres2025.great-site.net/, encontram toda a informação necessária, bem como o formulário de inscrição/submissão de resumos, caso desejem apresentar comunicação.

A conferência já está igualmente presente nas redes sociais online, nomeadamente no Instagram (https://www.instagram.com/mulheresconferencia?igsh=MWoxbzQ4amp6NHIyYw%3D%3D&utm_source=qr) e no Facebook (https://www.facebook.com/share/1Box13Hn99/?mibextid=wwXIfr).

Como referido, quer no website quer no formulário de inscrição/submissão de resumos, a conferência vai realizar-se preferencialmente na modalidade presencial, estando o dia 22 de outubro reservado para um número muito reduzido de sessões online, destinadas a quem não possa de todo deslocar-se a Lisboa.

 


[ Informação ESEIS. Estudios Sociales E Intervencin Social ]

IV International Workshop on Methodological Advances and Applications in Social Sciences: Quantitative, Qualitative and Computational New Strategies | CALL FOR PAPERS | PLAZO AMPLIADO: 8 DE JUNIO DE 2025

Se ha ampliado el plazo para presentar propuestas de comunicación en el próximo IV International Workshop on Methodological Advances and Applications in Social Sciences: Quantitative, Qualitative and Computational New Strategies que tendrá lugar los días 12, 19 y 20 de junio de 2025 en la Universidad de Huelva. Podéis encontrar toda la información actualizada en español, inglés e italiano, así como relativa a la formación práctica que impartiremos en herramientas y estrategias para el análisis de datos cuantitativos, cualitativos y computacionales en los documentos adjuntos y en la web: https://eventos.uhu.es/

Este IV Workshop Internacional tiene especial interés en recibir propuestas de comunicaciones centradas en las dimensiones metodológicas, técnicas, de uso de software o aplicaciones relacionadas con la inteligencia artificial, que sean de especial aplicabilidad en las Ciencias Sociales y Humanas, en las siguientes áreas de trabajo temáticas:·

Método mixtos, cuantitativos y cualitativos: Avances y aplicaciones
Ciencias Sociales Computacionales y Humanidades Digitales: Aspectos teóricos y metodológicos relacionados con los avances de la Inteligencia Artificial y los modelos grandes de lenguaje.

PLAZO PARA REMITIR PROPUESTAS: Se podrán remitir propuestas de comunicación como máximo hasta el 8 de junio de 2025. Después de esta fecha, el 11 de junio se comunicará la aceptación.

INSCRIPCIÓN Y CALL FOR PAPERS: https://forms.gle/CUehNP39Ln1WrNn48

 


[ Informação Revista Configurações ]

CHAMADA DE ARTIGOS | Configurações: Revista de Ciências Sociais N.º 38/Dezembro 2026 – Dossiê Temático “CUIDANDO DO COMUM: CULTURAS E CONTRACULTURAS EM PORTUGAL”

Coordenação do Dossiê: Ana Luísa Luz (Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, ORCID ID 0000-0002-4276-1938), Cristina Parente (Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ORCID ID 0000-0002-7500-7050), Marta Nieto Romero (SOCIUS/ISEG/Universidade de Lisboa e Malha Cooperativa/RIZOMA, ORCID ID 0000-0001-8247-9569), Marta Pedro Varanda (SOCIUS/ISEG/Universidade de Lisboa e Malha Cooperativa/RIZOMA, ORCID ID 0000-0002-9762-2724)

Nos últimos dois séculos, o sistema capitalista tem regido o contrato social, i.e., as relações económicas, sociais e afetivas, incentivando o individualismo como força motriz de uma sociedade e economia modernas. A aposta no desenvolvimento técnico-científico como meio para o crescimento económico intensificou a produção, desligando-a dos processos ecológicos e alterando profundamente a relação entre as pessoas, mas também entre as pessoas e o meio. Elevando o saber científico acima do tradicional-ancestral, abriu-se caminho para a exploração descontrolada de recursos vitais de comunidades indígenas e locais, de ecossistemas e combustíveis fósseis, com efeitos na destruição daquilo que reconhecemos como “comum”, i.e., tudo aquilo que partilhamos, recursos, mas também relações sociais, conhecimento e formas de cooperação. Destruindo as condições que permitiam às comunidades locais sobreviver e viver com autonomia, eliminamos igualmente a sua capacidade de reprodução de modos de vida e cosmovisões baseadas em relações seculares com os ecossistemas onde habitam.

Num período em que a maior parte da riqueza do planeta se encontra nas mãos de 1% da população mundial enquanto a maioria se encontra dependente de trabalho assalariado assegurado pelo Estado ou pelo mercado, o vínculo humano “à terra” e ao próximo é cada vez menor. As relações humanas, outrora de proximidade, ancoradas em laços solidários e duradouros, de reciprocidade e confiança, assumem agora contornos frágeis e descartáveis, funcionalistas e efémeros, construindo, na expressão de Zygmunt Bauman, uma modernidade líquida, volátil e em constante mudança. Por outro lado, as desigualdades tornaram-se mais vincadas e o “outro” sobretudo num problema a resolver. Neste contexto, a política extrema-se e as guerras eclodem, fala-se de emergência – climática e humana.

Num cenário que roça o distópico, estruturas sociais autónomas com base comunitária permanecem, enquanto outras se desenvolvem em diferentes contextos, prefigurando uma mudança de paradigma num mundo onde a gestão pública foi enfraquecida por décadas de políticas neoliberais. Modos de produção extensivos, solidários, que fomentam economias diversas (Gibson-Graham e Dombroski, 2021), sejam estas feministas, familiares, populares ou solidárias, promotoras de sustentabilidade enquanto retomam formas orgânicas de regulação da produção e de consumo. Iniciativas ancoradas na cooperação, autogestão e comunhão de interesses como base para a ação surgem nos campos e na cidade, nas organizações, nas comunidades, num mundo esgotado de destruição, conflitos e solidão.

Com esta chamada, pretendemos gerar uma reflexão sobre estas questões, colocando o foco em iniciativas coletivas que garantem a produção e o cuidado do comum. Partindo do trabalho de autoras feministas como Graham-Gibson (2016), Gutierrez (2020), Nightingale (2019), Casas-Cortes (2019), Singh (2018), entre outras, definimos a produção e o cuidado do comum como todas as práticas e relações de cooperação e entreajuda, mas também de luta e resistência, que sustentam a reprodução material e simbólica da vida, humana e não humana. Interessa-nos pensar e vincar a forma como o quotidiano do cuidado – e.g. dialogar, cozinhar, reflorestar, etc. – politiza por via da resultante aquisição de novos conhecimentos, capacidades, relações e subjetividades que nos ligam afetivamente ao que cuidamos (bosque, terra, comunidade), aproximando-nos enquanto agentes de mudança. Incentivamos trabalhos sobre iniciativas em território português que desafiam a tendência individualista – e.g. regimes de propriedade comunitária, empresas, cooperativas, economia social e solidária, economia popular e familiar, economias feministas e dos cuidados. Através da sua análise crítica, queremos refletir sobre a diversidade dessas iniciativas ao nível das suas práticas, valores, objetivos, estrutura e efeitos de mudanças no território, aqui entendido como o espaço constituído por ecossistemas, infraestruturas, atores e instituições, mas também saberes, cosmovisões, discursos, valores, etc. Com esta abordagem, queremos abrir vias para uma nova cultura e formas de ação que sustentem um novo contrato social.

Entre as diversas linhas de reflexão, propomos:

dar a conhecer e refletir sobre as práticas quotidianas envolvidas na produção e cuidado do comum, que podem incluir:

estruturas e processos de governança, formas de participação na tomada de decisão e gestão de iniciativas comunais, solidárias e autogeridas;
valores e cosmovisões que sustentam as práticas quotidianas de cooperação nestas iniciativas;
construção de novos imaginários territoriais que desafiem os discursos e as soluções apresentadas até aqui, por exemplo, na questão da habitação, da água, da energia, da saúde, etc.

análise crítica da estrutura institucional das sociedades atuais que desconstrói o comum ou ameaça iniciativas que cuidam o comum, constituindo processos de descomunalização (do inglês un-commoning), que podem concretizar-se em:

leis, diretivas, políticas públicas e outros fenómenos que alteram as condições base das comunidades;
projetos extrativos como a mineração, o turismo desenfreado, a agricultura intensiva;
características internas da governança – desafios, contradições e ambivalências

As propostas devem ser submetidas eletronicamente (https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/about/submissions) após realização de registo na plataforma (https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/user/register), até ao dia 01 de setembro de 2025.

Recomenda-se vivamente aos/às autores/as a leitura atenta das normas de publicação.

Normas de publicação: https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/about/submissions