[ Informação Administrador GT Género e Sexualidades ]
Congresso SOPCOM 2026 — Chamada de trabalhos até ao dia 25 de junho de 2025
Venho recordar que está aberta até ao dia 25 de junho a chamada de trabalhos para o próximo Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação – SOPCOM: “Comunicação e Tempo”, que decorrerá na Universidade da Beira Interior, entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 2026. Muito gostaríamos de contar com as vossas submissões ao nosso GT de Género e Sexualidades.
Pedimos que nos ajudem a divulgar para possíveis pessoas interessadas. Muito obrigada.
Mais informações poderão ser consultadas neste link: https://sopcom2026.pt/chamada/#submissao
[ Informação SOCIUS ]
Call for Abstracts – 9th International Workshop on the Economics of Ageing
New deadline for abstract submission: 25 June 2025
We invite all researchers with an interest in the themes outlined below to participate in the 9th IWSEA. This is a valuable opportunity to share your research, engage with an international community, and contribute to the ongoing dialogue on the economics of ageing.
The new deadline for abstract submission is 25 June 2025.
Your participation is highly valued, and we would greatly appreciate your support in sharing this call with your colleagues, students, and professional networks.
We welcome submissions from a range of topics, including, but not limited to:
– Life-cycle consumption and saving profiles
– Older persons and migration
– Housing and ageing populations
– Economic policies in ageing societies
– Well-being or happiness in later life
– Age-friendly communities
– The economic status of the elderly
– Poverty, income distribution inequality, and social exclusion
– Living arrangements and care arrangements
– Intergenerational transfers, both public and private
– Insurance and ageing
– Population ageing in developing countries
– Databases and statistics for research on ageing
We look forward to your contributions!
+info: https://mailchi.mp/98efa5b0967e/call-for-papers-9th-international-workshop-on-the-socio-economics-of-ageing
[ Informação Luísa Veloso, ISCTE-IUL ]
Call for Papers – “Value and Valuation Research: Advancing Understanding, Conceptualization, Practice, and Policy Through Interdisciplinary Lenses”
https://link.springer.com/collections/ihgiififee
Guest editors:
Michaela Haase (Freie Universität Berlin, Germany)
Jens Maesse (Justus-Liebig University Giessen, Germany)
Alexandre Silva (CIES-Iscte and Iscte-University Institute of Lisbon, Portugal),
Luísa Veloso (CIES-Iscte and Iscte-University Institute of Lisbon, Portugal)
Online Workshop
The online workshop is intended as an opportunity for authors interested in submitting their work to the collection to present and discuss their ideas, as well as engage in a fruitful exchange of thoughts.
Participation in this workshop is no requirement for the submission to the Collection.
Abstracts should be sent to
michaela.haase@fu-berlin.de
jens.maesse@sowi.uni-giessen.de
alexandre.silva@iscte-iul.pt
luisa.veloso@iscte-iul.pt
Timeline
4 August 2025: Deadline for abstract submission (1500 words) to the online workshop
1 September 2025: Notifications of acceptance
1 October 2025: Online workshop
[ Informação Revista Comunicação Pública ]
CFP – Revista Comunicação Pública, Número 39 | Dossiê temático: “Serviço Público de Média e Inovação”
Editores: Elton Bruno Pinheiro (Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade de Brasília, Brasil) e Luís António Santos (Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho, Portugal)
Línguas: Português; Inglês; Espanhol
DATA-LIMITE PARA A SUBMISSÃO DE ARTIGOS: 20 de julho de 2025
Resumo
Refletir analiticamente sobre os Serviços Públicos de Média a partir da perspetiva do campo multidimensional da inovação é o principal objetivo deste Dossiê. A inovação de que falamos é aquela que deve ser percebida como um “fenómeno social” (Rossetti, 2013) por englobar não apenas questões “tecnológicas”, mas também “simbólicas”. Portanto, interessa-nos compreender como os Serviços Públicos de Média (em alguns contextos denominados como Serviço de Radiodifusão Pública), em diferentes territórios, estão a inovar, podem/devem inovar ou enfrentam desafios para inovar (na programação, gestão, participação social, financiamento, regulação), sobretudo diante de cenários políticos, económicos e socioculturais em que uma série de tecnologias emergentes e disruptivas, como as ferramentas de inteligência artificial, estão a impactar, de maneira crescente, tanto na governação do Setor Público quanto na “atualidade mediática” (Martino, 2009), marcada por fenómenos como a desinformação, os discursos de ódio e os diversos populismos, cada vez mais presentes – no âmbito de uma “sociedade da plataforma” (Van Dijck, Poell & Wall, 2018) – e que colocam sob tensão a democracia e a cidadania.
Descrição e enquadramento
A perspetiva da inovação deve ser algo intrínseco aos Serviços Públicos de Média, especialmente no sentido de a perceber como um fenómeno que deve ser abordado em diferentes dimensões, ou seja, não apenas em termos tecnológicos, mas também no âmbito do simbólico. Os média públicos têm a missão de formar, informar e entreter com universalidade, diversidade, independência, diferenciação e, conforme aqui defendemos, em diálogo com a inovação, nomeadamente, com uma cultura de inovação, que se move, sobretudo, a partir do investimento na produção de conhecimentos pensados e articulados para contribuir para o desenvolvimento social, a democracia e a cidadania.
Na contemporaneidade, os cidadãos e cidadãs passaram a ter, cada vez mais, hábitos de consumo mediático mediados por plataformas e ferramentas inteligentes que, muito além de alterar o ecossistema dos media em relação às formas de produção e de circulação, colocam sob tensão aspetos éticos da produção jornalística, publicitária e audiovisual. Neste ecossistema, os Serviços Públicos de Média, com as idiossincrasias de cada contexto sociocultural, enfrentam situações de natureza política e/ou burocrática que obliteram o cultivo da inovação nas suas rotinas, sejam estas questões relacionadas com a adaptação ao cenário das transformações tecnológicas ou mesmo aos modos de participação social na gestão ou da própria avaliação dos operadores dos serviços públicos diante dessa realidade.
Este Dossiê justifica-se, sobretudo, por considerar que é a partir do repto da integração no caráter multidimensional de uma cultura da inovação – envolta de participação social e transparência – que as ações contínuas e/ou estratégias (de curto, médio e longo prazo) dos Serviços Públicos de Média se podem fortalecer e contribuir para a ampliação da legitimidade e da sustentabilidade sociais dos meios públicos, de modo a superar um passivo simbólico de estagnação.
Objetivos e enfoques pretendidos
Refletir sobre qual tem sido a perspetiva de inovação adotada pelos Serviços Públicos de Média de diferentes territórios, com enfoque em abordagens que privilegiem análises e/ou diagnósticos baseadas em materialidade documental institucional de operadores de Serviço Público.
Perceber como se tem configurado a atuação dos Serviços Públicos de Média no contemporâneo ecossistema mediático sociodigital, com enfoque nas ações e/ou estratégias relacionadas com fenómenos como a convergência, a plataformização, o uso de ferramentas de inteligência artificial e a lógica dos algoritmos.
Identificar e analisar as questões éticas que devem ser consideradas no processo de integração de emissoras públicas ao ambiente mediático sociodigital, com enfoque em abordagens que levem em conta os princípios, objetivos e missão dos Serviços Públicos de Média e/ou de Radiodifusão.
Avaliar em que estágio se encontra o atual cenário regulatório dos Serviços Públicos de Média em diferentes países, com enfoque tanto na legislação nacional como no seu mais vasto enquadramento transnacional.
Debater de que modo os média públicos têm contribuído/podem contribuir, inclusive como ferramenta de literacia, para o combate a fenómenos políticos e sociais contemporâneos, com enfoque em questões como a desinformação, a disseminação das fake news, de discursos de ódio, populismos e também no fortalecimento da democracia, da cidadania e do progresso da ciência.
Mapear e registar os principais desafios contemporâneos dos operadores de Serviços Públicos de Média (ou dos Serviços Públicos de Radiodifusão) para inovar, com destaque para as dimensões da programação, gestão, participação social, financiamento e regulação.
Lista de subtemas possíveis:
• Perspetivas de inovação adotadas pelos Serviços Públicos de Média (e/ou de Radiodifusão) em diferentes territórios;
• Políticas de Comunicação para a cultura da inovação no âmbito dos Serviços Públicos de Média;
• Serviços Públicos de Média e o contemporâneo ecossistema mediático sociodigital;
• Plataformização e uso de ferramentas de inteligência artificial pelos Serviços Públicos de Média;
• Questões éticas na integração de emissoras públicas ao ambiente mediático sociodigital;
• Quadro regulatório dos Serviços Públicos de Média em diferentes países/regiões transnacionais;
• A perspetiva (e os desafios) do “AI Act”e do “Digital Services Act” (e de outros dispositivos normativo-regulatórios sobre Serviços Digitais e uso de Inteligência de diferentes países) para os Serviços Públicos de Média;
• Média públicos e inovação no combate a fenómenos políticos e sociais contemporâneos, como desinformação, a disseminação das fake news, discursos de ódio e populismos;
• Média Públicos, Participação Social e Accountability;
• Média Públicos e Literacia Mediática;
• Média Públicos, Integridade, Qualidade e Confiança na Informação;
• Média Públicos e Acessibilidade;
• Médios Públicos e Inovação no campo da Representatividades Social.
Referências Bibliográficas
Clad. (2023). Carta Iberoamericana de Inteligencia Artificial en la Administración Pública. Centro Latinoamericano de Administración para el Desarrollo.
Donders, Karen. (2021). Public Service Media in Europe – Law, Theory and Practice. Ed. Routledge Research in Media Law.
European Parliament. (2024) Artificial Intelligence Act.
European Commission. (2022). The Digital Services Act.
Lopes, F. (Ed.). (2023). Serviço Público de Média – Livro Branco. Ministério da Cultura.
Paulino, F. O., Guazina, L., Oliveira, M. (2016). Serviço público de média e comunicação pública: conceito, contextos e experiências. Comunicação e Sociedade, 30, 55-70.
Pinheiro, E. B. B. (2019). Radiodifusão sonora pública do Brasil: o processo de conformação do serviço e os desafios de sua integração no ambiente digital. Tese de Doutoramento, Universidade de Brasília, Brasília, Brasil.
Rossetti, R. (2013). Categorias de inovação para os estudos em Comunicação – Categories of innovation for communication studies. Comunicação & Inovação, 14(27), 63-72.
Santos, L. A.; Del Bianco, N. (2016). Serviço público de média e participação. Comunicação e Sociedade, 30.
Unesco. (2001). La radio y televisión pública: ¿Por qué? ¿Cómo? Consejo Mundial de Radio y Television.
United Nations. (2024). United Nations Global Principles For Information Integrity – Recommendations for Multi-stakeholder Action.
Van Dijck, J., Poell, T., & De Wall, M. (2018). The plataform society: Public values in a connective world. Oxford University Press.
DATAS IMPORTANTES
Abertura da chamada de artigos: 13 de fevereiro 2025
Data-limite para a submissão de artigos: 20 de julho de 2025
Data de publicação do número: 15 de dezembro 2025
Submissão dos artigos:
A submissão de artigo deve ser feita através da plataforma https://journals.ipl.pt/cpublica/index . É necessário que os autores se registem no sistema antes de submeter um artigo; caso já tenha se registado basta aceder ao sistema e iniciar o processo de 5 passos de submissão.
Os artigos devem ser submetidos através do modelo pré-formatado para submissão de artigos à Comunicação Pública. Para mais informações sobre a submissão consultar Informação para Autores (https://journals.ipl.pt/cpublica/information/authors) e Instruções para Autores (https://journals.ipl.pt/cpublica/about/submissions).
[ Informação Revista Configurações ]
CHAMADA DE ARTIGOS | Configurações: Revista de Ciências Sociais N.º 38/Dezembro 2026 – Dossiê Temático “CUIDANDO DO COMUM: CULTURAS E CONTRACULTURAS EM PORTUGAL”
Coordenação do Dossiê: Ana Luísa Luz (Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa, ORCID ID 0000-0002-4276-1938), Cristina Parente (Instituto de Sociologia da Universidade do Porto, Departamento de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, ORCID ID 0000-0002-7500-7050), Marta Nieto Romero (SOCIUS/ISEG/Universidade de Lisboa e Malha Cooperativa/RIZOMA, ORCID ID 0000-0001-8247-9569), Marta Pedro Varanda (SOCIUS/ISEG/Universidade de Lisboa e Malha Cooperativa/RIZOMA, ORCID ID 0000-0002-9762-2724)
Nos últimos dois séculos, o sistema capitalista tem regido o contrato social, i.e., as relações económicas, sociais e afetivas, incentivando o individualismo como força motriz de uma sociedade e economia modernas. A aposta no desenvolvimento técnico-científico como meio para o crescimento económico intensificou a produção, desligando-a dos processos ecológicos e alterando profundamente a relação entre as pessoas, mas também entre as pessoas e o meio. Elevando o saber científico acima do tradicional-ancestral, abriu-se caminho para a exploração descontrolada de recursos vitais de comunidades indígenas e locais, de ecossistemas e combustíveis fósseis, com efeitos na destruição daquilo que reconhecemos como “comum”, i.e., tudo aquilo que partilhamos, recursos, mas também relações sociais, conhecimento e formas de cooperação. Destruindo as condições que permitiam às comunidades locais sobreviver e viver com autonomia, eliminamos igualmente a sua capacidade de reprodução de modos de vida e cosmovisões baseadas em relações seculares com os ecossistemas onde habitam.
Num período em que a maior parte da riqueza do planeta se encontra nas mãos de 1% da população mundial enquanto a maioria se encontra dependente de trabalho assalariado assegurado pelo Estado ou pelo mercado, o vínculo humano “à terra” e ao próximo é cada vez menor. As relações humanas, outrora de proximidade, ancoradas em laços solidários e duradouros, de reciprocidade e confiança, assumem agora contornos frágeis e descartáveis, funcionalistas e efémeros, construindo, na expressão de Zygmunt Bauman, uma modernidade líquida, volátil e em constante mudança. Por outro lado, as desigualdades tornaram-se mais vincadas e o “outro” sobretudo num problema a resolver. Neste contexto, a política extrema-se e as guerras eclodem, fala-se de emergência – climática e humana.
Num cenário que roça o distópico, estruturas sociais autónomas com base comunitária permanecem, enquanto outras se desenvolvem em diferentes contextos, prefigurando uma mudança de paradigma num mundo onde a gestão pública foi enfraquecida por décadas de políticas neoliberais. Modos de produção extensivos, solidários, que fomentam economias diversas (Gibson-Graham e Dombroski, 2021), sejam estas feministas, familiares, populares ou solidárias, promotoras de sustentabilidade enquanto retomam formas orgânicas de regulação da produção e de consumo. Iniciativas ancoradas na cooperação, autogestão e comunhão de interesses como base para a ação surgem nos campos e na cidade, nas organizações, nas comunidades, num mundo esgotado de destruição, conflitos e solidão.
Com esta chamada, pretendemos gerar uma reflexão sobre estas questões, colocando o foco em iniciativas coletivas que garantem a produção e o cuidado do comum. Partindo do trabalho de autoras feministas como Graham-Gibson (2016), Gutierrez (2020), Nightingale (2019), Casas-Cortes (2019), Singh (2018), entre outras, definimos a produção e o cuidado do comum como todas as práticas e relações de cooperação e entreajuda, mas também de luta e resistência, que sustentam a reprodução material e simbólica da vida, humana e não humana. Interessa-nos pensar e vincar a forma como o quotidiano do cuidado – e.g. dialogar, cozinhar, reflorestar, etc. – politiza por via da resultante aquisição de novos conhecimentos, capacidades, relações e subjetividades que nos ligam afetivamente ao que cuidamos (bosque, terra, comunidade), aproximando-nos enquanto agentes de mudança. Incentivamos trabalhos sobre iniciativas em território português que desafiam a tendência individualista – e.g. regimes de propriedade comunitária, empresas, cooperativas, economia social e solidária, economia popular e familiar, economias feministas e dos cuidados. Através da sua análise crítica, queremos refletir sobre a diversidade dessas iniciativas ao nível das suas práticas, valores, objetivos, estrutura e efeitos de mudanças no território, aqui entendido como o espaço constituído por ecossistemas, infraestruturas, atores e instituições, mas também saberes, cosmovisões, discursos, valores, etc. Com esta abordagem, queremos abrir vias para uma nova cultura e formas de ação que sustentem um novo contrato social.
Entre as diversas linhas de reflexão, propomos:
– dar a conhecer e refletir sobre as práticas quotidianas envolvidas na produção e cuidado do comum, que podem incluir:
estruturas e processos de governança, formas de participação na tomada de decisão e gestão de iniciativas comunais, solidárias e autogeridas;
valores e cosmovisões que sustentam as práticas quotidianas de cooperação nestas iniciativas;
construção de novos imaginários territoriais que desafiem os discursos e as soluções apresentadas até aqui, por exemplo, na questão da habitação, da água, da energia, da saúde, etc.
– análise crítica da estrutura institucional das sociedades atuais que desconstrói o comum ou ameaça iniciativas que cuidam o comum, constituindo processos de descomunalização (do inglês un-commoning), que podem concretizar-se em:
leis, diretivas, políticas públicas e outros fenómenos que alteram as condições base das comunidades;
projetos extrativos como a mineração, o turismo desenfreado, a agricultura intensiva;
características internas da governança – desafios, contradições e ambivalências
As propostas devem ser submetidas eletronicamente (https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/about/submissions) após realização de registo na plataforma (https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/user/register), até ao dia 01 de setembro de 2025.
Recomenda-se vivamente aos/às autores/as a leitura atenta das normas de publicação: https://revistas.uminho.pt/index.php/configuracoes/about/submissions