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No dia 29 de novembro, pelas 11h30, na Casa dos Livros, realiza-se uma conferência com Vera Borges, investigadora Integrada CIES-ISCTE, docente convidada no Mestrado em Gestão e Estudos de Cultura, Iscte-IUL. Nesta apresentação discutem-se indicadores e variáveis estruturais, relativos ao acesso à cultura, sinalizados pela frequência de cinema, teatro, dança, ballet música, festivais e festas locais. Descrevem-se os cenários de estruturação das práticas culturais e identificam-se os valores, paradigmas, modelos comuns ou diferenciados do consumo cultural, em Portugal e noutros países europeus. Os resultados mostram o que as políticas públicas têm vindo a fazer, o que ainda podem desenvolver, e aferir sobre os circuitos de criação e difusão que as sustentam. A superação do grau zero do consumo cultural está conseguida, mas fica a dever-se à ida às salas de cinema – certos géneros de cinema – e alguns tipos de espetáculos ao vivo. Mas, que tendências estarão reservadas para a ópera, ballet e teatro? Afinal, que tipos de consumo cultural se desenvolvem hoje? O que podemos fazer para que não deixar os consumos culturais “presos por um fio”? A qualidade da análise destes dados ganhará se tivermos em conta os contributos de estudos pioneiros de José Machado Pais (1994), Carlos Fortuna e Augusto Santos Silva (2002) e João Miguel Teixeira Lopes (2008). Conclui-se que é o ecletismo dos mais jovens, mais instruídos, filhos dos mais escolarizados, e dos profissionais socioculturais, que faz eco de um certo perfil de “omnivorismo cultural”, no país. Não estão atenuadas as clivagens sociais, ainda é longo o caminho que a democratização cultural tem pela frente, e, apesar dos efeitos da massificação do ensino, os resultados são ainda perturbados pela origem e posição social dos indivíduos na estrutura profissional.