[ Informação Manuel Carlos Silva / Centro Interdisciplinar de Ciências Sociais ]

Apresentação do livro “Democracia Associativa e Crises das Democracias Representativas” de Veit Bader e Marcel Maussen (Universidade de Amesterdão)
(4 de julho – 18h – Porto, Associação de Jornalistas e Homens de Letras [Rua Rodrigues Sampaio, 140])

A apresentação será feita por Pedro Bacelar Vasconcelos, Professor Associado de Direito, Jubilado, da Universidade do Minho e por Inês Barbosa, Investigadora e Profª Auxiliar da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Aproveitando esta mensagem, deixamos também aqui o convite para as sessões de Lisboa (30 de junho), Coimbra (6 de julho) e Braga (7 de julho).

 


[ Informação Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa ]

Lanche + Tertúlia | “E depois do adeus ao Pacote Laboral?”
(9 de julho – 18h00 – Lisboa, SPGL [Rua Fialho de Almeida, n.º 3])

Depois de 11 meses marcados por uma intensa mobilização nas ruas e nos locais de trabalho – greves gerais, manifestações, reuniões, intervenções, artigos e debates –, no dia 19 de junho a proposta do governo de Luís Montenegro de «Reforma Laboral “Trabalho XXI”» foi derrotada no Parlamento.

A rejeição por parte dos trabalhadores de uma reforma que representava, como analisámos nas páginas do Le Monde diplomatique – edição portuguesa, um enorme retrocesso nos direitos democráticos dos trabalhadores e dos sindicatos, tinha-se tornado de tal forma evidente que até o partido de extrema-direita, sequioso de chegar ao poder, foi obrigado a votar contra. No próprio dia da votação, o primeiro-ministro, desalentado, afirmou que poderá vir a recolocar o tema na agenda.

É tempo de celebrar uma vitória arrancada contra uma direitização da agenda governativa que, pondo em marcha um rolo compressor de direitos para criar mais pobreza e mais desigualdades, gostaria de esquecer que «o povo é quem mais ordena». Em simultâneo, é tempo de refletir sobre o que estes 11 meses de luta vieram mostrar a todos os que defendem o Estado social de direito democrático.

Quais as características da proposta de reforma laboral que mais suscitaram a rejeição dos trabalhadores? Como se conseguiu uma longa e intensa mobilização popular, num contexto de adversidades várias com que se debatem os trabalhadores e os sindicatos, desde a precariedade e os baixos salários até aos desafios à atividade sindical e à falta de pluralidade do ambiente mediático? O que fazer depois da derrota do Pacote Laboral, tendo em conta as dificuldades que persistem na vida dos trabalhadores e as outras medidas e reformas que se anunciam (da proteção social, da Constituição da República, etc.)?

Tudo começa no trabalho. Desde a educação que se pode dar aos filhos até à pensão de reforma e aos anos saudáveis que se vai ter, passando pelo tempo que se pode dedicar ao descanso e pela própria capacidade de se lutar por uma vida melhor. Refletir a partir de uma vitória laboral e sindical tem sido raro. Aproveitemos, juntos.

Oradores

– Tiago Oliveira (Secretário-Geral da CGTP)
– Maria da Paz Campos Lima (Socióloga)
– José Soeiro (Sociólogo, ex-deputado do BE)
– Bruno Dias (Técnico de comunicação, ex-deputado do PCP)

Moderação

– Sandra Monteiro (Diretora do Le Monde diplomatique – edição portuguesa)

Leia o texto “E depois do adeus ao Pacote Laboral?” em: https://pt.mondediplo.com/e-depois-do-adeus-ao-pacote-laboral-11992.html