[ Informação CICS.NOVA.UMinho ]

Apresentação do livro “(INTER)DITOS: INTIMIDADE, PODER E DESEJO NO CASAL HETEROSSEXUAL”, de Iolanda Fontaínhas
(7 de novembro – 10h30 – Viana do Castelo, Museu do Traje)

Este livro resulta de uma investigação sociológica sobre as dinâmicas afetivas e sexuais de casais heterossexuais em situação de conjugalidade estável. Enfatizando os aspetos construídos da sexualidade e movendo-se entre dois mundos – o masculino e o feminino – revela-se os bastidores de um universo íntimo e privado, dando conta dos valores, das representações e das normas que moldam as suas expectativas, desejos e práticas sexuais. Entre silêncios e verbalizações, analisa-se em que medida os afetos e a comunicação podem ser usados para naturalizar, encobrir e/ou negociar relações de poder desiguais entre os membros do casal. Reconhecemos múltiplas formas de expressar os afetos? E o desejo sexual? Ensaiamos, assim, uma tentativa de compreender melhor a diversidade nos modos de se viver a sexualidade conjugal.

Nova edição da revista CONFIGURAÇÕES 37 (2025): MEDIAÇÃO E CONVIVÊNCIA EM CONTEXTOS EDUCATIVOS

A complexidade, a mudança, a diversidade, a hibridez são características desafiadoras na atualidade, para as pessoas e as organizações, e exigem uma constante atenção e investimento. O desenvolvimento sustentável é, por sua vez, um dos pilares das sociedades contemporâneas, que deve ser promovido quotidianamente através da solidariedade, da responsabilidade, da justiça social, do compromisso individual e social com a ecologia. Um dos principais alicerces para o desenvolvimento e transformação da sociedade é a educação, um motor fundamental para a formação integral dos/as cidadãos/ãs. Os contextos educativos (escolas, centros educativos de vários níveis de ensino e formação e as universidades) têm, assim, uma missão e responsabilidade importantes, não apenas na formação académica e científico-técnica, mas também na formação humanista, em valores e através da habilitação de competências e habilidades sociais, como a comunicação ética, a convivência, a gestão e resolução positiva e colaborativa de conflitos. Um dos grandes desafios deste século é a educação para a convivência e para a paz, constituindo a mediação, nas suas abordagens preventiva, resolutiva, reabilitadora e transformadora, uma prática essencial para a promoção de ambientes educativos inclusivos, colaborativos e pacíficos e o desenvolvimento de cidadãos empoderados em habilidades sociais para o desenvolvimento da convivência e da paz. (…) Assim, este número visa explorar perspetivas teóricas e práticas acerca do modo como a mediação pode potenciar a convivência nos espaços educativos.

Disponível aqui: https://doi.org/10.21814/config.37

 


[ Informação Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa ]

Le Monde Diplomatique – Edição Portuguesa | Número de outubro, nas bancas e online!

Link: https://pt.mondediplo.com/2026/10/

 


[ Informação CRIA ]

Divulgação – Livro “Um Pé Dentro, o Outro Fora” de Ana Clara Klink

“Um Pé Dentro, o Outro Fora”: Tempos, Espaços e Ritmos do Confinamento Extraprisional é fruto de uma pesquisa etnográfica realizada nas periferias da cidade de São Paulo, no Brasil, voltada a compreender como vidas, tempos e espaços são forjados nos interstícios entre a rua e a prisão. No livro, “interstícios” correspondem às regiões que se formam em razão dos dispositivos de punição que exercem seu poder além e aquém dos muros prisionais. Liberdade provisória, regime aberto, liberdade condicional; entre tantas outras medidas que, em seus próprios nomes, expressam algo que é e não é, forjado no entra-e-sai das prisões. Em meio a trajetórias de vida, fragmentos de conversas, cenas cotidianas, documentos e imaginários constituídos à sombra do universo carcerário, a autora nos conduz pelo opaco e labiríntico universo que compõe o poder de punir extraprisional. O que emerge é uma descrição de como caminhos – pela cidade, pela própria vida – são forjados e sufocados por dispositivos que capturam não apenas a circulação pelo espaço, mas também (e principalmente) sonhos, desejos e frágeis horizontes de futuro. Nessas trajetórias, confinar é fazer mover quando não se quer; fazer ficar quando se quer ir; não deixar que se projete e se viva a vida para além de incertos tempos presentes. Liberdade, por sua vez, “é ter planos, sonhos e objetivos”, como diz um dos personagens do livro. Nos ritmos, tempos e espaços de trajetórias de vida tecidas em meio ao poder de punir, o livro nos apresenta, enfim, mais uma singular dimensão das porosas fronteiras prisionais.

Disponível online em acesso aberto na Etnográfica Press em https://books.openedition.org/etnograficapress/12013